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Point G Casais gays,invisiveis mas felizes
Margarida Moz, 36 anos, é mestre em antropologia e está numa posição privilegiada para falar sobre homoparentalidade (casais gays que adoptam ou têm filhos). Deverá entregar ainda este ano uma tese de doutoramento (orientada por Antónia Pedroso de Lima, do ISCTE) sobre famílias homoparentais. Será o primeiro estudo antropológico em Portugal sobre o tema. O trabalho decorre há três anos e inclui entrevistas com pais gays entre 30 e 40 anos e crianças e adolescentes, de Lisboa, Porto, Faro e Castelo Branco. Numa altura em que ganha fôlego a hipótese de os gays se casarem, a homoparentalidade está também em cima da mesa (embora, segundo o Partido Socialista, que quer legalizar o casamento gay, a adopção não esteja prevista). Há um grupo informal de pais e mães gays em Lisboa a cujas reuniões assistiu no decorrer do seu estudo. Como é que funciona esse grupo? As reuniões são em Lisboa, mas há muitos pais que vêm de fora. Organizam piqueniques, passeios, festas em casa de algumas dessas famílias. Funcionam em rede e os contactos são feitos por e-mail, mas não há uma periodicidade definida. O grupo está na órbita de alguma associação gay? Há pessoas da ILGA envolvidas, mas não é um projecto da ILGA. A Time Out tentou entrevistar um casal que faz parte desse grupo, mas não foi possível. Porque é que há uma invisibilidade social tão grande das famílias homoparentais? Algumas destas famílias querem ser invisíveis para proteger as crianças. Se ligamos a televisão e vemos pessoas que são contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo dizer que ‘adopção nem pensar’ e se o Vaticano diz que estas crianças estão sujeitas a violência brutal por crescerem com homossexuais, é claro que estes pais não estão interessados em expor os seus filhos na imprensa. No fundo são famílias que não existem legalmente. Para as crianças, é óbvio que os seus pais são aqueles dois homens ou aquelas duas mulheres, mas do ponto de vista legal e formal não há reconhecimento desta realidade. E quando é que vai haver? Talvez quando começarem a aparecer os primeiros casos de ruptura entre casais. Por exemplo: uma criança que vive até aos dez anos com dois pais homens; se esses pais se divorciarem, ou um deles morrer, o outro vai ter de recorrer aos tribunais para ter a custódia da criança ou definir a pensão de alimentos. Já aconteceu noutros países. Aí os tribunais tiveram de começar a usar o mesmo enquadramento legal existente para os filhos de pais heterossexuais divorciados. Que queixas ouviu aos pais gays quando assistiu aos encontros do grupo de Lisboa? Já aconteceu aparecerem casais, ou pais ou mães sozinhos, que estão a iniciar um processo de adopção monoparental [em Portugal é possível uma pessoa solteira adoptar crianças] e têm dúvidas sobre como vai ser. Acho que são angústias semelhantes às de todos os casais, não são dúvidas relacionadas com a homossexualidade desses pais. Outra questão que os preocupa é, no caso das inseminações artificiais no estrangeiro, como será feito o registo da criança, como é que ela adquire a nacionalidade, sendo certo que a inseminação artificial de mulheres solteiras não é permitida em Portugal e exige averiguação de paternidade. Esses casais não lhe relatam situações agressivas em público? Uma ida ao café, por exemplo, em que são insultados pelas outras pessoas por o filho chamar pai aos dois homens que estão com ele. Nunca ouvi isso. Repare: se dois homens aparecem com uma criança, a primeira coisa que se pensa é que um é o pai e o outro é o tio. As pessoas não antecipam que se trata de um casal gay; mesmo que antecipem, não falam sobre isso. E a escola, como é que lida com as famílias homoparentais? Quando vou falar com professores das escolas frequentadas pelos filhos de casais do mesmo sexo, vou indicada pelos pais. E isso condiciona logo a forma como a escola se relaciona comigo. Não me vão fazer queixas, claro. Portanto, o que sei do que se passa realmente na escola é através dos relatos dos pais e dos filhos. Já me descreveram casos em que queriam pôr o nome dos dois pais homens na ficha de aluno e a professora não deixou, porque diz que é impossível um menino ter dois pais. São situações individuais, não é uma política geral de uma escola. Mas também há casos de sucesso, digamos assim, em que ambos os pais se relacionam muito bem com a escola e com os professores. E a questão da referência masculina e feminina de que as crianças precisariam para crescerem saudáveis. Como é que vê isso? Aquilo que é o masculino e o feminino não tem de estar só no pai e na mãe, respectivamente. Quando associamos o masculino ao pai e o feminino à mãe estamos à partida a definir os papéis de um e de outro e a limitar o que são os comportamentos deles perante os filhos. O pai pode dizer que não é capaz de tomar conta da criança sozinho e que a vai deixar por umas horas com os avós, mas a mãe, se fizer isso, incorre num julgamento negativo sobre a sua competência enquanto mãe. Podemos associar à mãe a um papel carinhoso e ao pai a um papel autoritário, mas pergunto: em quantas famílias é que isso realmente acontece? O afecto e a autoridade podem conviver na mesma pessoa, independentemente do sexo. Mas uma criança criada por duas lésbicas, por exemplo, enfrenta problemas que uma criança criada por duas tias não enfrenta, por causa da visão social negativa sobre a homossexualidade. Esse argumento é válido à partida, mas, quando o submetemos à realidade, falha. As crianças estão expostas na escola a todo o tipo de discriminação em função dos pais que têm: porque os pais são pobres, porque estão divorciados, porque a mãe está presa ou o pai é muçulmano. Impedir o sofrimento pontual de crianças é impossível, é sempre preciso acompanhamento. Considera hipocrisia discutir o casamento gay sem discutir a adopção ao mesmo tempo? Não. O casamento é uma coisa, a adopção é outra – e não é a questão principal. Vai haver muito mais gente a querer casar do que a adoptar. Aliás, há muitas formas de um casal do mesmo sexo ter filhos. Hoje já é frequente duas mulheres irem a Barcelona fazer inseminação artificial. E muita gente esquece isso. Escrito por João Gonçalves às 14h31 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Há vida além de Madonna
Ano que não tem disco ou concerto de Madonna também pode ser ano gay. Musicalmente falando, claro. Quem precisa de uma só estrela quando tem uma constelação completa? Há sete-nomes-sete com álbuns novos: Morrissey, Antony and the Johnsons, Pet Shop Boys, Patrick Wolf, Franz Ferdinand, Annie Lennox e Marianne Faithfull. Para não sermos sexistas, começamos pelos senhores. Morrissey, eterno adolescente melancólico, regressou no início do ano com Years of Refusal. A atracção por eles ou elas permanece ambígua, nas letras e na atitude do cantor. “There’s a naked man standing/ Laughing in your dreams/ You know who it is/ But you don’t like what it means” (um homem que aparece nu, mas não devia, nos sonhos de alguém), diz a letra de “All You Need Is Me”, uma das 15 canções do disco. Antony Hegarty e os indispensáveis Johnsons também fazem parte da lista de sonoridades mais ou menos ‘homo’ da temporada – The Crying Light é o novo álbum. Um álbum “bonito e inofensivo” que não acrescenta nada ao anterior, I’m a Bird Now (2005), escreveu José Marmeleira na Time Out. Ora, se o anterior foi colocado pela revista americana Out em décimo lugar da lista dos “100 discos mais gay de sempre”, quanto à prateleira onde colocar o mais recente estamos conversados. Quem quiser conferir passe pelo Coliseu dos Recreios a 14 de Maio: Antony vai estar por lá (em Braga a 16, no Porto a 18). Mas há mais. Os sempiternos gays não panfletários, mas tremendamente kitsch, Pet Shop Boys regressam com Yes, disco muito bem recebido pela crítica. Lembremos, deles, não apenas “Being Boring”, que tem sido interpretado como um tema sobre a era da sida, mas também, do álbum Nightlife (1999), “In Denial” (com Kylie Minogue), sobre um pai que revela a homossexualidade à filha. Do abertamente bissexual Patrick Wolf está em preparação The Bachelor, cujo tema de avanço, “Vulture”, tem um teledisco tão punk e ‘sadomaso’ como se tivesse sido feito para Madonna. Por fim, os Franz Ferdinand (álbum Tonight: Franz Ferdinand), que depois de terem assinado há cinco anos um tema tão homoerótico como “Michael” passaram a fugurar na galeria gay friendly. Quanto a senhoras, abram alas para as decanas Annie Lennox e Marianne Faithfull. A primeira, amplamente considerada um ícone gay (olhe-se para a androginia dela no tempo dos Eurythmics, o apoio que em entrevista recente deu ao casamento gay e a sempre divina pose), publicou há semanas The Annie Lennox Collection, a sua primeira compilação best of. A segunda deu agora à luz Easy Come, Easy Go (sem data de edição prevista em Portugal), onde participam, por exemplo, Rufus Wainwright e Antony Hegarty. Na fileira de fãs de Marianne Faithfull estão muitos homossexuais. Ela própria, em entrevista à revista gay Advocate do mês passado, admitia várias experiências sexuais lésbicas e dizia admirar os homossexuais por serem pessoas que não julgam as outras. Não terminamos sem recomendar três concertos queer fundamentais. Beyoncé, a 18 de Maio, no Pavilhão Atlântico. Placebo, a 10 de Julho, no festival Optimus Alive (Passeio Marítimo de Algés). E essa grande incógnita chamada Elton John. A promotora do espectáculo, Espelho de Cultura, disse à Time Out que afinal não há ainda certezas sobre se o autor de “Nikita” (ao contrário do que o vídeo faz crer, é nome de homem, não de mulher) vem ou não a Lisboa. Mesmo que venha, pode sempre desaparecer na hora “h”. Já não seria a primeira vez: há nove anos, antes de entrar em palco no Casino Estoril, foi-se embora. Escrito por João Gonçalves às 14h27 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Nova musica de Eminem critica casais gays
Quando se fala e mal de alguém famoso, as chances de virar o centro das atenções são grandes, principalmente nos Estados Unidos. Foi o que fez o rapper branco como a neve Eminem em sua nova música "We Made You". Só que o alvo agora são casais gays. Seu novo clip mostra uma série de atores imitando as celebridades da qual fala na música entre ela Amy Winehouse. A lista incluiu também a atriz Lindsay Lohan e sua ex-namorada Samantha Ronson. "Lindsay, por favor, volte a vistiar homens" canta o rapper. E ainda diz: "Samantha de você duas,você é praticamente um dez." Também não escapou da música, o casal gay formado pela apresentadora Ellen DeGeneres e Portia de Rossi. "Desculpe, Portia, o que Ellen DeGeneres tem que eunão tenho, você me diz que é ternura?" pergunta o cantor. Sempre tem sido comum na música do rapper tratar da homossexualidade com termos pejorativos. Numa entrevista para o MTV News, ele negou que as suas colocações sejam "necessariamente intencionais." Veja o Vídeo Escrito por João Gonçalves às 14h18 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] LabelleBeauty ***Labelle Beauty***
Linda,demais e esta garota merece muito sucesso,primeiro por sua beleza,que é impar e depois pelo seu talento que é o mais importante
Escrito por João Gonçalves às 00h24 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Videos de Labelle Escrito por João Gonçalves às 00h10 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Casal lésbico que espera gêmeos quer que filhos sejam registrados com nomes das duas mães A versão online da revista Época publicou na última sexta, 13/03, a história do casal Lésbico paulistano que pode protagonizar o primeiro caso de crianças registradas nos nomes de duas mães. Adriana Tito Maciel está grávida de gêmeos graças a um processo de inseminação que permitiu a implantação em seu útero dos óvulos doados por sua companheira, Munira Khalil El Ourra. Os bebês, que já receberam os nomes de Eduardo e Ana Luísa devem nascer em maio e o casal espera que as certidões de nascimento sejam expedidas com os nomes das duas e que os filhos recebam um sobrenome de cada mãe. A decisão de ter um filho surgiu quando Adriana enfrentava um problema de endometriose e seu médico afirmou que uma gravidez reduziria o problema em 80%. Como a moça não poderia engravidar a partir de seus próprios óvulos, o ginecologista sugeriu que Munira fizesse a doação. Munira, aliás, contou à reportagem que sentiu muitos sintomas da gravidez vivida por Adriana. "Parecia que eu tinha ficado grávida também.", diz. Fernando Prado, ginecologista do casal, considera até a hipótese de Munira passar a produzir leite. Ciente da batalha que enfrentarão para registrar os filhos, Munira e Adriana já procuraram a advogada Maria Berenice Dias, especialista em causas Homoafetivas, para orientá-las no processo. A advogada reconhece que o caminho deve ser árduo, principalmente pelo ineditismo do caso, mesmo não existindo nada na legislação que impeça o registro de crianças por duas mães. Escrito por João Gonçalves às 23h40 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Programa Conexões Urbanas, do Multishow, abre super espaço para Grupo Gay da Favela da Maré O programa Conexões Urbanas, exibido pelo Multishow, dedicou um episódio inteiro para mostrar o grupo Conexão G, que atua na Favela da Maré, no Rio de Janeiro. O apresentador José Júnior conhece bem a região da Maré e o Movimento Gay local, o que é ótimo. Na página oficial do programa, o texto é bastante equilibrado: "O preconceito contra quem vive nas periferias das grandes cidades é um dos principais fatores da segregação social no Brasil. Imagine então viver na periferia e ser Gay. O Conexões traça um panorama do universo GLBT no país e levanta iniciativas para diminuir o preconceito e a violência contra Homossexuais em áreas carentes." Assista ao programa na íntegra AQUI. Escrito por João Gonçalves às 23h34 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Corte israelense permite que casal Gay adote filho em decisão inédita
Dois Homossexuais conseguiram adotar um jovem de 30 anos, também Homossexual, e que tinha sido acolhido pelo casal quando tinha 16, em um processo legal sem precedentes em Israel. Em sua edição digital, o jornal "Yedioth Ahronoth" informou que a sentença foi emitida pela Corte Familiar de Ramat Gan, em Tel Aviv, e, para todos os efeitos, transforma Yossi Even-Kama em filho de Uzi Even e Amit Kama. O processo judicial começou há dois anos, mas a história teve início em 1995, quando Uzi e Amit receberam Yossi em sua casa, após o adolescente ser rejeitado pela família depois de confessar ser Homossexual. Desde então, Uzi e Amit, que se casaram no civil em 2004 em Toronto, Canadá, desempenharam o papel de pais de Yossi, mas só levaram a questão aos tribunais em 2007 para legalizar a situação. Amit explicou ao jornal que "o que nos fez começar a batalha legal foi a recusa da Universidade de Tel Aviv, onde Uzi trabalha como professor, em oferecer a Yossi um desconto nos custos de matrícula que lhe corresponde como filho de um membro do pessoal docente". "Foi então que decidimos iniciar a batalha, e este é o resultado", explicou. A adoção legal de Yossi foi possível graças ao fato de o pai biológico ter renunciado a seus direitos como progenitor. O jornal não identifica o homem, mas assegura que ele expressou satisfação com a decisão, porque "é o melhor" para o jovem. Escrito por João Gonçalves às 23h32 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Prefeitura de São Paulo destina quase R$ 1 milhão em recursos para a Cads A Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual (Cads), órgão da Secretaria Municipal de Participação e Parceria de São Paulo, deve receber em 2009 quase R$ 1 milhão para colocar em prática seus projetos, incluída aí a verba para a realização dos eventos da Parada de São Paulo 2009 (que será dia 14 de junho). A confirmação do dinheiro foi publicada no Diário Oficial do Município de São Paulo, mas ainda não é hora de comemorar porque todo o orçamento da prefeitura paulistana está congelado devido à crise mundial. No total, serão destinados à Coordenadoria R$ 936.202. R$ 350 mil são provenientes de uma emenda parlamentar ao orçamento deste ano feita em 2008 pela então vereadora Soninha Francine (PPS), conquistada depois de conversas entre os vereadores paulistanos e o ex-coordenador do órgão, Cássio Rodrigo. Com a emenda, o recurso deixa de sair dos caixas da Cads, deixando seu orçamento mais aliviado – uma antiga reivindicação. Uma dúvida, pertinente, de muita gente é como serão gastos esses R$ 350 mil. Coordenador da Cads, Franco Reinaudo explica que o dinheiro é repassado para a Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (APOGLBT), responsável por realizar os eventos, em forma de infra-estrutura, ou seja, a entidade lista suas demandas para a Cads, que, por sua vez, proporciona a infra-estrutura. Entram aí gastos com a instalação de banheiros químicos, palco, som, cones de trânsito, grades de proteção, material de divulgação, alimentação de policiais e guardas municipais e mais uma infinidade de coisas necessárias para que a caminhada e os eventos que a circundam corram bem. Os R$ 586.202 restantes serão aplicados na execução dos projetos desenvolvidos pela Cads. “Dá para fazer muita coisa, para quem não tinha nada antes é bastante”, considera Franco. Esses projetos são divididos em duas linhas de prioridade, sendo que a primeira diz respeito à capacitação, educação e sensibilização dentro da própria prefeitura e de seus alcances como nas escolas municipais e no preparo dos aparelhos turísticos da SP Tur, órgão oficial de turismo paulistano. A segunda linha de prioridade, não menos importante, é a rede de proteção dos atendidos pela Cads, que envolve as ações do Centro de Combate à Homofobia e do Centro de Referência da Diversidade, ligado à Secretaria de Assistência Social, e realizações como o POT especialmente voltado para os GLBTs. Tudo isso, é bom deixar claro, ainda depende do descongelamento do orçamento municipal. Franco esclarece que a falta do repasse das verbas afeta atualmente todas as secretarias municipais. Os recursos estão sendo liberados aos poucos, conforme a necessidade de cada um. O que vem por aí... Para este ano, a Praça Benedito Calixto, point Gay aos sábados no bairro de Pinheiros, vai contar com um espaço especialmente reservado para que Travestis exponham seus produtos para serem comercializados - e não precisem mais serem elas mesmas a mercadoria à venda. Os produtos serão produzidos sempre tendo algo que os identifique como frutos desse projeto “para agregar mais valor à mercadoria”. Além disso, o coordenador revelou que a Cads está em conversação com a Universidade de São Paulo (USP) para juntas criarem um espaço que deve abrigar publicações, trabalhos, fotos e demais materiais documentais sobre os GLBTs. Um domínio virtual também está sendo estudado. “A ideia é criar uma memória mesmo, ter um banco de dados que possa ser pesquisado”, explica. Escrito por João Gonçalves às 23h24 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Gay sufocado pela família?
"Eu não posso deixar que ninguém saiba que eu não sou hétero. Isso seria tão humilhante. Meus amigos iriam me odiar, com certeza. Eles poderiam até me bater. Na minha família, já ouvi várias vezes eles falando que odeiam os gays, que Deus odeia os gays também. Isso realmente me apavora quando escuto minha família falando desse jeito, porque eles estão realmente falando de mim... Às vezes eu gostaria de desaparecer da face da Terra." Essas palavras reais de desespero foram escritas por um estudante de 16 anos em seu diário. Quando completou 20 anos, ele morreu após se jogar de um viaduto, em uma rodovia, no meio de caminhões. O nome dele era Bobby Griffith, e a história dessa tragédia real, ocorrido em 1979, virou um filme para a TV americana, exibido no último final de semana. "Prayers for Bobby" ("Orações para Bobby"), foi considerado um sucesso para uma produção com um assunto tão dramático. Foram cerca de 3,8 milhões de espectadores na estreia no sábado (24) e 2,3 milhões na reprise no domingo. O número de acessos ao site do canal Lifetime disparou 169%, com internautas sedentos por mais informações sobre o filme, tema obrigatório na comunidade gay de lá nesta semana. Os críticos de TV adoraram e já apontam a veterana Sigourney Weaver, 59, como favorita ao Emmy 2009, Oscar da TV, na categoria melhor atriz. Ela, famosa nos anos 80 devido aos filmes da série Alien, interpreta Mary Griffith, a mãe de Bobby, que tenta "curar" o filho homossexual com religião e terapia. Após o suicídio do rapaz, ela questiona o fundamentalismo de sua religião, se redime e vira uma militante em prol dos direitos dos gays. Meno male! Fuja da depressão Há diversos estudos alertando que a taxa de suicídios é explosiva entre jovens homossexuais, principalmente entre efeminados, usuários de álcool e drogas, que não resistem a tanta pressão e angústia. "Um em cada três homossexuais tentou se suicidar pelo menos uma vez nos EUA", cita a psicoterapeuta Marina Castañeda, em "A Experiência Homossexual" (editora A Girafa, 2007, 327 págs), hoje um dos melhores livros com explicações e conselhos para gays, suas famílias e terapeutas. "A construção da identidade gay dura, em média, 15 anos. Isso implica um longo período de incerteza que, evidentemente, tem um custo afetivo muito elevado. Os anos que muitos homossexuais passam se perguntando e explorando sua sexualidade poderiam explicar seu isolamento e sua imaturidade em certos campos. Em inúmeros casos passaram boa parte de sua juventude em conflitos internos ou em relações problemáticas, engajados na difícil tarefa de compreender a sua identidade sexual", escreve Castañeda. A atuação do jovem suicida ficou a cargo do ator Ryan Kelley, 22, que fez participações em séries de TV como "Smallville" e "Ghost Whisperer". Críticos avaliaram bem a interpretação do rapaz, mas ponderam que ele teve a ajuda do trabalho extraordinário de Sigourney Weaver, principalmente nos diálogos em que tenta convencer sua mãe de que não é culpado por sua homossexualidade. A trilha também ressalta o clima deprê do caso, com destaque para o hit "Hope for the Hopeless", da cantora e pianista A Fine Frenzy. Filmes como "Orações para Bobby" fazem parte de uma nova safra de produções com foco em conflitos homossexuais, antes restrita ao circuito alternativo. O "gay movie" invadiu espaços antes conservadores e virou um filão comercial para a indústria do audiovisual desde o sucesso de "O Segredo de Brokeback Mountain" (2005). No Brasil, os canais abertos ainda estão bem atrasados em renovar a discussão desses dramas. O Lifetime, que exibiu "Orações para Bobby", pode ser considerado um canal para donas-de-casa. Essas produções feitas para a TV não costumam entrar em cartaz nos cinemas brasileiros, como ocorrerá com "Milk - A Voz da Igualdade", de Gus Van Sant, filme sobre o primeiro prefeito gay de São Francisco, com estréia aqui no próximo dia 20 de fevereiro. Mas no YouTube, os fãs não param de postar trechos de "Orações para Bobby", com pedidos comoventes para que sua tragédia não se repita, e que ele consiga, finalmente, descansar em paz. Escrito por João Gonçalves às 21h13 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Representantes de gays das cinco regiões do Brasil estão reunidos em curitiba Contribuir para o enfrentamento da epidemia e redução da incidência do HIV/Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis (DST) entre gays e outros homens que fazem sexo com homens (HSH), por meio da qualificação de organizações da sociedade civil e ações de advocacy, este é o objetivo do Projeto ReaGir “Ações de Advocacy em HIV/Aids para a comunidade de gays e outros HSH”. O projeto tem financiamento do Programa Nacional de DST/Aids (PN) e tem como proponente a Associação Paranaense da Parada da Diversidade (APPAD) e conta com a parceria de sete organizações das cinco regiões do Brasil.
Deu início nesta quarta-feira (28) e segue até sexta-feira (30) a reunião de planejamento do projeto. Estão reunidos em Curitiba representantes da APPAD, do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde e das organizações parceiras do projeto: Grupo Somos de Porto Alegre (RS), Movimento Gay de Alfenas (MG), Grupo Leões do Norte de Recife (PE), Grupo Liberdade Igualdade e Cidadania Homossexual de Feira de Santana (BA), Grupo Homossexual do Pará de Belém (PA), Associação de Travestis e Transexuais de Mato Grosso do Sul e a Secretaria da região Sudeste (Belo Horizonte-MG) da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais Travestis e Transexuais - ABGLT. O projeto tem como consultores Cecília Simonetti da Pathfinder do Brasil de Salvador (BA) e Toni Reis do Grupo Dignidade/ABGLT de Curitiba (PR).
O Programa Nacional de DST/Aids esta representado na reunião pelas assessoras técnicas Bárbara Graner e Vera Lopes. Para Bárbara Graner, o objetivo deste momento estratégico é consolidar uma visão comum entre as entidades que compõem o projeto, bem como as formas de implementação e capilarização da proposta. “É importante reafirmar que este propósito é fortalecer uma resposta em rede dos movimentos sociais de gays e outros HSH no enfrentamento da epidemia de Aids e outras DST nas suas diversas formas e contextos, considerando as diversas vulnerabilidades enfrentadas por esse segmento social. Isso só será efetivo se a implementação da proposta atentar para a consolidação de uma ação estratégica de responsabilidade conjunta entre movimento social e poder público, em suas três esferas de gestão, uma vez que a reversão do contexto epidemiológico do HIV/Aids e outras DST em gays e outros HSH só será possível se o alcance da implementação desta proposta incidir de forma estratégica nas diversas realidades locais”. Diz Graner.
Para Igo Martini, coordenador geral do projeto, o objetivo final deste projeto é que os municípios e os estados ampliem e aloquem recursos para a melhoria e ampliação das ações de prevenção em HIV/Aids para a comunidade de gays de HSH. “Em média, os investimentos atuais estão na casa de 2% para ações de prevenção neste segmento. Isso inviabiliza novas intervenções e ampliação das atividades de prevenção em HIV/Aids”, afirma Martini.
Representantes das organizações parceiras do Projeto:
Ø Beto Paes - Grupo Homossexual do Pará – Belém (PA). Ø Rafael Carvalho - Grupo Liberdade, Igualdade e Cidadania Homossexual - GLICH – Feira de Santana (BA). Ø Rildo Veras - Movimento Gay Leões do Norte – Recife (PE) Ø Cris Stefanny - Associação das Travestis do Mato Grosso do Sul – Campo Grande (MS). Ø Marcelo Dias - Movimento Gay de Alfenas e Região Sul de Minas – Alfenas (MG). Ø Carlos Magno - Secretaria da Região Sudeste da ABGLT – Belo Horizonte (MG). Ø Rodrigo Collares - Somos: comunicação, saúde e sexualidade – Porto Alegre (RS) Escrito por João Gonçalves às 21h07 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Música sobre ex-gay causa polêmica no festival de Sanremo A próxima edição do festival de música italiano de Sanremo, que será realizado em fevereiro, já ganha a atenção popular devido à música Luca era Gay, que afirma que o homossexualismo tem cura e que é cantado por um homossexual que afirma ter se "reconvertido". Vários coletivos homossexuais já expressaram repúdio ao cantor Povia, responsável pela controversa música e que, em entrevista que será publicada na quinta-feira no suplemento do jornal "Il Giornale" - antecipada hoje por alguns veículos de comunicação-, assegura que uma pessoa não nasce, mas se torna gay. "Meus pais se separaram quando eu era pequeno e meu pai saiu de casa. Fiquei sozinho em um ambiente feminino, brincava de boneca. Engana-se quem pensa que uma pessoa nasce gay. Você se apaixona por um homem porque é isso que você gostaria de ser", explica o cantor. "Os homossexuais vivem um frenético nomadismo sentimental. É compreensível: como qualquer outro, buscam algo diferente de si mesmos. Se encontram no outro apenas algo parecido, a relação não pode ser mais que efêmera e compulsiva. Não pode existir estabilidade e fidelidade no mundo gay", afirma. Como a própria história que narra na música, que concorrerá entre os dias 17 e 21 de fevereiro em Sanremo junto a artistas como Albano ou Iva Zanicchi, o próprio Povia confessa na revista que, após anos se considerando homossexual, se casou com uma mulher, Teresa. "Para mim, foi um milagre. Durante uma peregrinação, conheci Teresa e, após um ano de namoro, nos casamos", explica Povia, que justifica o fato de ter abandonado o homossexualismo pela propagação do vírus da Aids entre os gays nas sociedades ocidentais. No entanto, os coletivos homossexuais afirmam que a história da canção, e, talvez, do próprio músico, são fruto das afirmações do grupo de tratamentos fundado pelo psicólogo americano Joseph Nicolosi. "Povia é um militante dos grupos de tratamentos reparadores fundado pelo americano Joseph Nicolosi, convencido de que o homossexualismo deve ser curado e de que a relação amorosa entre dois homens é passageira", diz em comunicado de imprensa Aurelio Mancuso, presidente do coletivo Arcigay.
Escrito por João Gonçalves às 01h26 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
Por Michelle Nichols PARK CITY (Reuters) - Jim Carrey tirou do armário seu filme novo, "I Love You Phillip Morris", no Festival de Cinema Sundance esta semana, arriscando alto ao fazer uma comédia romântica gay em que divide momentos de paixão com Ewan McGregor. No filme baseado numa história verídica, Carrey faz o policial vigarista Steven Russell, que se apaixona pelo detento com quem divide sua cela, Phillip Morris (McGregor), e foge quatro vezes da penitenciária do Texas onde está preso, para tentar ficar com seu amado. Para Carrey, 47 anos, um dos maiores ímãs de bilheteria de Hollywood em suas comédias tradicionais como "O Mentiroso" e "Todo Poderoso", atuar num filme independente como "Philip Morris" pode ser uma aposta arriscada. Carrey corre o risco de perder o público que lota suas comédias convencionais como "Sim Senhor", que já arrecadou cerca de 100 milhões de dólares nos EUA desde seu lançamento em dezembro. Ele já amargou fracassos passados em filmes que não eram comédias desse tipo. O drama "O Mundo de Andy", de 1999, fracassou nas bilheterias norte-americanas, onde vendeu apenas 34 milhões de dólares, e seu terror de 2007 "Número 23" também tropeçou, arrecadando apenas 35 milhões. Mas as primeiras resenhas de "Phillip Morris" estão sendo positivas, assim como as críticas à atuação de Carry e McGregor, e os diretores Glenn Ficarra e John Requa disseram a jornalistas na segunda, numa coletiva de imprensa em Sundance, o maior festival do cinema independente nos EUA, que o filme não deveria ser visto unicamente como um filme gay. "Na realidade, o filme fala de tudo o que as pessoas fazem na busca pelo amor e a aceitação", disse Carrey. McGregor já representou personagens gays antes, mas Carrey nunca o havia feito, e o ator cômico admitiu ter sentido alguns receios. "Para ser realmente honesto, há uma voz homofóbica que surge dentro de mim dizendo 'ups, isto é meio assustador'", disse o ator. "Para começar, o que as pessoas vão pensar? E em segundo lugar, será que vou gostar? Será que vou gostar de beijar Ewan?", disse ele, rindo. Segundo McGregor, ele e Carrey representaram cenas íntimas juntos no primeiro dia de filmagens. Ele descreveu a experiência como "estranhamento comum. Não é grande coisa". O produtor de "Phillip Morris", Andrew Lazar, disse que o que o atraiu foi a história de amor do filme, que ele acha que terá apelo universal. "Todos nós já ficamos perdidamente apaixonados. Acho que qualquer pessoa, seja gay ou hetero, pode identificar-se com isso", explicou.
Veja o trailer do filme
Escrito por João Gonçalves às 00h59 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Stripperella
Simplismente linda.Nunca fui a um show dwla,mas sempre vejo pelo youtube e sem duvidas nenhuma ela arraza
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Escrito por João Gonçalves às 02h34 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Lana MATARAZZO É A RAINHA DO CARNAVAL 2009
Se o sentido era unir sambistas e gays, o concurso Rainha do Carnaval Gay, que aconteceu no último sábado (10/01) na Sociedade Rosas de Ouro, não rendeu o esperado. A bateria da escola de samba não compareceu. Em contrapartida, o show envolvente da drag Divina Aloma, cover de Margareth Menezes, roubou a cena. Ao final, o título de Rainha do Carnaval Gay 2009 ficou com Lana Matarazzo e seus cabelos ruivos. Por volta das 23h e 30 - horário estipulado para o ínício do evento - a quadra da escola tinha em torno de 200 espectadores, entre transexuais, travestis, gays e lésbicas, todos apaixonados por samba. No mesmo horário, atrás do palco, Salete Campari ensaiava com as 10 candidatas a forma certa de se portar diante da platéia. Um lanche era servido para os VIPs, entre eles, sentados, estavam Leão Lobo e o jornalista Paulo Simões, um dos jurados. Tito Arantes, também organizador do concurso circulava apressado pelos corredores. Meia-noite e meia. Este foi o horário em que Leão Lobo subiu ao palco e deu início às formalidades. Primeiro apresentou meio sem jeito o Júri formado por personalidades gays, como o presidente da escola de samba Arco-Íris, Eduardo Corrêa e Cássio Rodrigo da CADS - Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual -, as drags Caroline Demark e Sheila Matarazzo, além de representantes da Rosas de Ouro, como Edicleuza Correia. Em seguida, ele homenageou Silvetty Montilla com a faixa de rainha das rainhas e muitos elogios. Concurso Em sua segunda aparição, as concorrentes desfilaram uma a uma pela passarela em seus longos vestidos, e responderam à pergunta de Leão Lobo. "Por que você quer ser escolhida a rainha do Carnaval?", indagava. Depois de afirmar que "samba é solidariedade", Evelyn Ohana disse estar chateada pelo fato da bateria da Rosas de Ouro não ter comparecido ao evento. Bastidores Resultado Antes de anunciar o resultado, Leão e Salete faziam mistério e perguntavam para os presentes sua opinião sobre quem deveria ser a vencedora. Boga Brasil, era a favorita. No entanto, para espanto da platéia, a franzina, branquinha e de cabelos ruivos Lana Matarazzo foi a escolhida. O segundo lugar foi para Nataska e o terceiro para Evelyn Ohana. Ao final, Lana Matarazzo conversou sobre a vitória. "É a segunda vez que participo do concurso e tudo isto é trabalho de um ano, tanto de produção, figurino, como samba, além de muita determinação". Sobre o diferencial dela para as outras concorrentes, Lana foi enfática. "É o samba no pé". Agora, a rainha pretende se empenhar no sonho de vencer o Miss Brasil Gay.
Escrito por João Gonçalves às 01h38 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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